Local Financing Organizations Analisys

Local Financing Organizations Analisys 4.5.2015

Abstract

Moçam­bique está  numa  fase de  desen­volvi­men­to  e mudança ráp­i­da. A cres­cen­te inde­pendên­cia do país em relação à aju­da exter­na e a man­i­fes­ta tran­sição actu­al para uma econo­mia impul­sion­ada pelo sec­tor pri­vado, demon­stra o aumen­to da importân­cia do sec­tor finan­ceiro para garan­tir um cresci­men­to amplo e inclu­sivo. Com grande parte da pop­u­lação mal aten­di­da ou sem alcance à ban­ca for­mal, as insti­tu­ições finan­ceiras devem desen­volver pro­du­tos e canais de dis­tribuição adap­ta­dos à procu­ra do seg­men­to mais pobre da pop­u­lação. Em out­ras palavras, há neces­si­dade sig­ni­fica­ti­va de soluções finan­ceiras ino­vado­ras que podem cri­ar e for­t­ale­cer laços com a econo­mia for­mal e aliviar a pobreza.

Com a cri­ação de lig­ações entre as Asso­ci­ações de Poupança e Crédi­to (APCA ou ASCAs) infor­mais e as insti­tu­ições finan­ceiras for­mais, o escopo de opções finan­ceiras disponíveis para os seus mem­bros aumen­ta. Os serviços finan­ceiros são fun­da­men­tais para aju­dar os mem­bros a anal­is­ar o seu fluxo de caixa e acu­mu­lar pequenos mon­tan­tes para uso domés­ti­co e para os seus negó­cios.

Para a cri­ação de lig­ações e, con­se­quente­mente, um sis­tema finan­ceiro mais inclu­sivo em Moçam­bique, é essen­cial que as insti­tu­ições finan­ceiras exis­ten­tes e os poten­ci­ais novos oper­adores vejam o poten­cial de negó­cios no atendi­men­to à imen­sa pop­u­lação de baixa ren­da.

As insti­tu­ições finan­ceiras devem desen­volver pro­du­tos e canais de dis­tribuição adap­ta­dos à procu­ra do seg­men­to mais pobre da pop­u­lação. Agen­tes bancários e platafor­mas móveis (moeda elec­tróni­co) con­stituem instru­men­tos promis­sores. Não obstan­te, a cri­ação de lig­ações finan­ceiras requer que os mem­bros de gru­pos infor­mais pos­suam aptidões finan­ceiras para poderem max­i­mizar total­mente o bene­fí­cio de novos recur­sos finan­ceiros, ofer­e­ci­dos pelas insti­tu­ições for­mais.

Em Moçam­bique, vári­as orga­ni­za­ções sem fins lucra­tivos (tais como: orga­ni­za­ções non-gov­er­na­men­tais nacionais e inter­na­cionais, agen­ci­as de desen­volvi­men­to) dedicam-se a fornecer alfa­bet­i­za­ção bási­ca, bem como edu­cação finan­ceira mais sofisti­cada às ASCAs e seus mem­bros.

Por con­seguin­te, a GIZ apoia o desen­volvi­men­to de novos mod­e­los de negó­cio (e.g. moeda móvel, agen­tes bancários), que aprox­imem prove­dores de serviços finan­ceiros for­mais, assim como pro­move a edu­cação finan­ceira de poten­ci­ais clien­tes através de parce­ri­as com orga­ni­za­ções locais sem fins lucra­tivos (OL)  que pro­movem ASCAs. Desta for­ma, espera-se aumen­tar a lig­ação finan­ceira com a pop­u­lação das áreas rurais.

Há uma neces­si­dade de garan­tir finan­cia­men­to para além de pro­jec­tos e o apoio pela GIZ. Por­tan­to, asso­ci­ações sem fins lucra­tivos care­cem do desen­volvi­men­to de um mod­e­lo de finan­cia­men­to para o futuro. E necessário desen­volver recomen­dações para a cri­ação de sus­tentabil­i­dade finan­ceira, por exem­plo, no futuro uma parte dos cus­tos envolvi­dos na lig­ação finan­ceira podi­am ser pagos por par­ceiros com­er­ci­ais.

O pre­sen­te estu­do anal­isa as alter­na­ti­vas para a cri­ação de bases para a sus­tentabil­i­dade finan­ceira das três OLs actual­mente finan­ciadas pela GIZ no âmbito da lig­ação finan­ceira.

O doc­u­men­to encon­tra-se estru­tu­rado con­forme a expli­cação que se segue. O primeiro capí­tu­lo descreve a metodolo­gia apli­cada no âmbito da análise dos OLs e do ambi­en­te de tra­bal­ho actu­al. O segun­do capí­tu­lo elab­o­ra sobre os pos­síveis mod­e­los de ger­ação de ren­da e de fontes alter­na­ti­vas para diminuir a dependên­cia total de fun­dos de pro­jec­tos e pro­gra­mas de doadores. O capí­tu­lo três descreve a situ­ação orga­ni­za­cional actu­al das OLs enquan­to o quar­to capí­tu­lo anal­isa as pos­si­bil­i­dades de remu­ner­ar os serviços ofer­e­ci­dos pelas OLs, com foco espe­cial para a procu­ra na área de serviços finan­ceiros e o mod­e­lo de lig­ação finan­ceira. O capí­tu­lo cin­co dá recomen­dações para cada uma das orga­ni­za­ções. O últi­mo capí­tu­lo apre­sen­ta recomen­dações para a GIZ nas suas inter­venções e na coop­er­ação com as orga­ni­za­ções locais.

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